Localização, Império Babilônico, Código de Hamurábi, rei
Nabucodonosor, palácios, leis, templos, canais de irrigação.
Prolegômenos
“Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade!
Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo” (Ap. 18.10).
A Bíblia
menciona o termo Babilônia mais de duzentas e oitenta vezes, e
muitas dessas referências dizem respeito à futura cidade de Babilônia que será
edificada na areia fina do atual deserto. (Charles H. Dyer, The
Rise of Babylon: Is Iraq at the Center of The Final Drama? Edição Revisada,
Chicago: Moody Press, [1991], 2003, p. 16.)
Na verdade, depois de Jerusalém, Babilônia é a cidade mais
citada em toda a Bíblia. Mas qual será o seu destino profético? Para
entendermos esse assunto de maneira adequada, precisamos iniciar a nossa viagem
explorando o passado da Babilônia, já que os fatos relacionados ao seu
nascimento prestam auxílio no esclarecimento de seu papel futuro, relata o escritor
e pesquisador Charles H. Dyer, obra supra.
A antiga cidade de Babilônia começou imediatamente após o Dilúvio e simboliza a expressão da rebelião direta do homem contra Deus e contra a Sua ordem: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1b). Portanto, o reinado humano começou na Babilônia com uma rebelião clara e evidente contra Deus. O Senhor interveio e espalhou a humanidade rebelde confundindo seus idiomas. O nome “Babel” foi dado à cidade de Ninrode, por causa da sentença de Deus sobre seus habitantes (Gn 11.1-9). Segundo o Dr. Dyer:
“Babel foi à primeira
tentativa de unificação da humanidade para causar um curto-circuito no
propósito de Deus. Essa primeira cidade pós-diluviana foi projetada
expressamente para frustrar o plano de Deus relativo à humanidade. As pessoas
buscavam unidade e poder, e Babel deveria ser a sede governamental desse poder.
Babilônia, a cidade feita por homens, que tenta se elevar até o céu, foi
construída em direta oposição ao plano de Deus. (Dyer, Rise
of Babylon, p. 47.)
Como
a Babilônia desempenhou um importante papel no passado, também já está agendado
por Deus – segundo foi revelado na profecia – que ela desempenhará um papel
central no futuro. Ela se tornará, provavelmente, a capital do Anticristo
durante os futuros sete anos de tribulação, conforme retratado na série de
ficção Deixados para Trás de Tim La Haye e Jerry Jenkins.”
A
Babilônia foi à cidade mais importante do mundo por quase 2000 anos, e a Bíblia
nos diz que será reerguida e colocada no palco mundial do fim dos tempos para
representar um papel de destaque (Ap 14.8; Ap 16.19; Ap 17 e Ap 18). A profecia
referente ao final dos tempos exige que a Babilônia seja reconstruída e se
torne uma cidade importante aos interesses mundiais durante a Tribulação. O
texto de Isaías 13.19 diz: “Babilônia,
a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra,
quando Deus as transtornou”. O
contexto de Isaías 13 é “o Dia do Senhor”, expressão mais utilizada no Antigo
Testamento para o termo largamente conhecido como “Tribulação”. Além disso, no
passado a Babilônia foi conquistada por outros povos mas nunca foi destruída
num cataclismo (ou seja, “como
Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou”). Atualmente a [região de] Babilônia tem
aproximadamente 250.000 habitantes. O texto de Apocalipse 18.16,19 fala de uma
súbita destruição pela mão de Deus: “Ai!
Ai! da grande cidade,... porque, em uma só hora, foi devastada!” Leciona o Dr. Arnold Fruchtenbaum:
As profecias referentes à
cidade de Babilônia nunca se cumpriram no passado, o que qualquer enciclopédia
pode testificar. Para que as profecias bíblicas se cumpram, é necessário que a
cidade de Babilônia seja reconstruída na mesma área de outrora. A antiga
Babilônia é o atual Iraque. (Arnold Fruchtenbaum, The
Footsteps of the Messiah: A Study of the Sequence of Prophetic Events, (Tustin, Califórnia: Ariel Ministries
Press, 1982), p. 192.)
A
Babilônia tem um importante papel na história futura, mas será totalmente destruído
num determinado momento ainda por vir?
Na presente era o homem já construiu estações no espaço sideral, temos visto meteóros passando próximo a terra, e até fraguimentos de objetos do espaço vem caindo no planeta, logo, só vivendo para ver, e o tempo, quem sabe: dirá!
Na presente era o homem já construiu estações no espaço sideral, temos visto meteóros passando próximo a terra, e até fraguimentos de objetos do espaço vem caindo no planeta, logo, só vivendo para ver, e o tempo, quem sabe: dirá!
A
única interpretação plausível para um literalista é que as referências são à
“Babilônia às margens do Eufrates”. Na foto: uma vista do Rio Eufrates a partir
da represa de Hadithah.
Em
Apocalipse 17-18 Babilônia é citada como sendo a fonte da religião, do governo,
e da economia ímpios. Todos os aspectos injustos da sociedade do fim dos tempos
são, finalmente, derivados de uma fonte babilônica. O verdadeiro caráter de
Babilônia é revelado a João em Apocalipse 17.5 como um mistério assim descrito:
“BABILÔNIA,
A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.
Como
a mãe de todas as religiões falsas, Babilônia é a fonte onde nasce o falso
cristianismo de nossos dias e, certamente, durante a Tribulação. Todas as
correntes do cristianismo apóstata – catolicismo romano, as igrejas ortodoxas
do Oriente e o protestantismo liberal – vão convergir na Babilônia eclesiástica
(Ap 17) durante a Tribulação. O Dr. Dyer nos informa:
...em Apocalipse 17 João
descreve a visão em duas partes. A primeira parte fala de uma mulher
identificada como Babilônia. Simboliza uma cidade de extrema
riqueza que controla – “povos,
multidões, nações e línguas” (Ap 17.15). Ela
é literalmente a cidade de Babilônia reconstruída.
Esses
povos, multidões, nações e línguas vão continuar sua tarefa de enganar, mas
sofrerão o juízo de Deus durante e no final da Tribulação. Encontramos o mesmo
parecer sobre Babilônia e a descrição de um destino semelhante em Apocalipse 18
referindo-se à Babilônia comercial.
Quanto
ao tema disse Thomas, a Babilônia de Apocalipse é literal e,
por conseguinte, as profecias a seu respeito hão de se cumprir literalmente no
futuro, talvez em um futuro próximo. (Thomas, Revelation
8-22. pp. 307-308)
Introdução
Muitos historiadores afirmam que a Babilônia é um dos
berços das civilizações, pois é uma das sociedades mais antigas que conhecemos.
Situada na região da Mesopotâmia (entre os rios Tigre e Eufrates) apresentou um
grande desenvolvimento social, econômico, político e cultural. Achados
arqueológicos apontam para a existência da sociedade babilônica há mais de
cinco mil anos.
Reinado de Hamurabi
A grandiosidade da Babilônia apareceu durante o reinado de
Hamurábi. Este rei, utilizando sua habilidade bélica, conquistou várias cidades
e regiões ao redor. Governou criando leis severas. O Código de Hamurábi
baseava-se na ideia do “olho por olho, dente por dente”. Ou seja, a pessoa que
cometia uma irregularidade ou crime pagava com uma punição no mesmo sentido e
intensidade. Este código de leis foi registrado em escrita cuneiforme e gravado
em pedras de argila. A economia da região era baseada na agricultura (praticada
às margens dos rios Tigre e Eufrates) e no comércio.
Durante esta época a Babilônia tornou-se uma das regiões
mais prósperas do mundo antigo. A cidade era composta de habitações luxuosas e
grandes templos religiosos. Estes eram administrados pelos sacerdotes, que
também tinham a função de tomar conta das finanças do governo.
Reinado de Nabucodonosor
Após a morte de Hamurábi, a Babilônia perdeu força e foi
invadida e conquistada por diversas tribos da região. Voltou a ganhar poder e
importância somente no século VI AC, durante o reinado de Nabucodonosor. Este
rei retomou as conquistas e ampliou as áreas de domínio e influência. Ordenou a
construção de muralhas em volta da cidade. Dentro das muralhas foram
construídos diversos templos e palácios luxuosos, decorados com pinturas e
jardins. Para sua esposa, Nabucodonosor ordenou a construção dos famosos
Jardins Suspensos da Babilônia (uma das sete maravilhas do mundo antigo).
Curiosidade:
- A agricultura na Babilônia era praticada graças a um
complexo sistema de canais de irrigação, construídos nas margens dos rios Tigre
e Eufrates. Estes canais conduziam a água para regiões mais internas da cidade.
Faziam também reservatórios de águas. A agricultura baseava-se, principalmente,
na produção de cereais.
“Reconstruída entre 1899 e 1917 pelo arqueólogo alemão Robert Koldewey, Babilônia fica a cerca de 65 quilômetros de Bagdá – um enorme labirinto de paredes cor manteiga que foi outrora a cidade mais poderosa da Terra…”. “Muros, oleandros, pavimentação betuminosa, portões abertos, montes de argila, torres quebradas: parte do segredo da Babilônia está nisso, no fato de que o visitante vê não uma, porém muitas cidades, sucessivas no tempo mas simultâneas no espaço. Existe a Babilônia da época acadiana, um apequena vila de cerca de 2350 a.C.. Há a Babilônia onde a epopeia de Gilgamesh, que inclui um dos primeiros relatos do dilúvio de Noé, foi recitada pela primeira vez, num dia qualquer do segundo milênio a.C.. Existe a Babilônia do rei Hamurabi, do século XVIII a.C., cujo sistema de leis foi uma das primeiras tentativas do mundo de codificar a vida de toda uma sociedade. Existe a Babilônia destruída pelos assírios em 689 a. C.. Existe a Babilônia reconstruída por Nabucodonosor, que, por volta de 586 a. C., atacou Jerusalém, saqueou o templo de Salomão e escravizou os judeus, e eles então sentaram às margens dos rios e choraram. Existe a Babilônia do filho ou neto (os genealogistas têm dúvidas) de Nabucodonosor, o rei Belsazar, que foi o primeiro homem a ver a escrita na parede, na caligrafia temível do dedo de Deus. Existe a Babilônia que Alexandre, o Grande, queria transformar na capital de um império que se estenderia do Norte da Índia ao Egito e à Grécia – a Babilônia onde o Conquistador do Mundo morreu aos 33 anos de idade, em 323 a. C., segurando um exemplar da Ilíada, num tempo em que os generais eram capazes de ler. Existe a Babilônia, a Grande, tal como esconjurada por São João – a Mãe das Rameiras e Abominações da Terra, a Babilônia que fez todas as nações beberem o vinho da ira de sua fornicação. E existe a Babilônia do meu motorista de táxi, um lugar perto da cidade de Al Hillah, onde morava sua tia”.
Fonte: A Bíblia; Fraguimentos de internet; Wikipédia; chamada.com.br/mensagens
babilônia profecia.
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