domingo, 24 de fevereiro de 2013

Babilônia, "uma breve viagem pela história!"



Localização, Império Babilônico, Código de Hamurábi, rei Nabucodonosor, palácios, leis, templos, canais de irrigação.

Prolegômenos

“Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo” (Ap. 18.10).

A Bíblia menciona o termo Babilônia mais de duzentas e oitenta vezes, e muitas dessas referências dizem respeito à futura cidade de Babilônia que será edificada na areia fina do atual deserto. (Charles H. Dyer, The Rise of Babylon: Is Iraq at the Center of The Final Drama? Edição Revisada, Chicago: Moody Press, [1991], 2003, p. 16.)

Na verdade, depois de Jerusalém, Babilônia é a cidade mais citada em toda a Bíblia. Mas qual será o seu destino profético? Para entendermos esse assunto de maneira adequada, precisamos iniciar a nossa viagem explorando o passado da Babilônia, já que os fatos relacionados ao seu nascimento prestam auxílio no esclarecimento de seu papel futuro, relata o escritor e pesquisador Charles H. Dyer, obra supra.













A antiga cidade de Babilônia começou imediatamente após o Dilúvio e simboliza a expressão da rebelião direta do homem contra Deus e contra a Sua ordem: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1b). Portanto, o reinado humano começou na Babilônia com uma rebelião clara e evidente contra Deus. O Senhor interveio e espalhou a humanidade rebelde confundindo seus idiomas. O nome “Babel” foi dado à cidade de Ninrode, por causa da sentença de Deus sobre seus habitantes (Gn 11.1-9). Segundo o Dr. Dyer:

“Babel foi à primeira tentativa de unificação da humanidade para causar um curto-circuito no propósito de Deus. Essa primeira cidade pós-diluviana foi projetada expressamente para frustrar o plano de Deus relativo à humanidade. As pessoas buscavam unidade e poder, e Babel deveria ser a sede governamental desse poder. Babilônia, a cidade feita por homens, que tenta se elevar até o céu, foi construída em direta oposição ao plano de Deus. (Dyer, Rise of Babylon, p. 47.)

Como a Babilônia desempenhou um importante papel no passado, também já está agendado por Deus – segundo foi revelado na profecia – que ela desempenhará um papel central no futuro. Ela se tornará, provavelmente, a capital do Anticristo durante os futuros sete anos de tribulação, conforme retratado na série de ficção Deixados para Trás de Tim La Haye e Jerry Jenkins.”

A Babilônia foi à cidade mais importante do mundo por quase 2000 anos, e a Bíblia nos diz que será reerguida e colocada no palco mundial do fim dos tempos para representar um papel de destaque (Ap 14.8; Ap 16.19; Ap 17 e Ap 18). A profecia referente ao final dos tempos exige que a Babilônia seja reconstruída e se torne uma cidade importante aos interesses mundiais durante a Tribulação. O texto de Isaías 13.19 diz: “Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou”. O contexto de Isaías 13 é “o Dia do Senhor”, expressão mais utilizada no Antigo Testamento para o termo largamente conhecido como “Tribulação”. Além disso, no passado a Babilônia foi conquistada por outros povos mas nunca foi destruída num cataclismo (ou seja, “como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou”). Atualmente a [região de] Babilônia tem aproximadamente 250.000 habitantes. O texto de Apocalipse 18.16,19 fala de uma súbita destruição pela mão de Deus: “Ai! Ai! da grande cidade,... porque, em uma só hora, foi devastada!”  Leciona o Dr. Arnold Fruchtenbaum:

As profecias referentes à cidade de Babilônia nunca se cumpriram no passado, o que qualquer enciclopédia pode testificar. Para que as profecias bíblicas se cumpram, é necessário que a cidade de Babilônia seja reconstruída na mesma área de outrora. A antiga Babilônia é o atual Iraque. (Arnold Fruchtenbaum, The Footsteps of the Messiah: A Study of the Sequence of Prophetic Events, (Tustin, Califórnia: Ariel Ministries Press, 1982), p. 192.)

A Babilônia tem um importante papel na história futura, mas será totalmente destruído num determinado momento ainda por vir?

Na presente era o homem já construiu estações no espaço sideral, temos visto meteóros passando próximo a terra, e até fraguimentos de objetos do espaço vem caindo no planeta, logo, só vivendo para ver, e o tempo, quem sabe: dirá!



















A única interpretação plausível para um literalista é que as referências são à “Babilônia às margens do Eufrates”. Na foto: uma vista do Rio Eufrates a partir da represa de Hadithah.

Em Apocalipse 17-18 Babilônia é citada como sendo a fonte da religião, do governo, e da economia ímpios. Todos os aspectos injustos da sociedade do fim dos tempos são, finalmente, derivados de uma fonte babilônica. O verdadeiro caráter de Babilônia é revelado a João em Apocalipse 17.5 como um mistério assim descrito:

“BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.

Como a mãe de todas as religiões falsas, Babilônia é a fonte onde nasce o falso cristianismo de nossos dias e, certamente, durante a Tribulação. Todas as correntes do cristianismo apóstata – catolicismo romano, as igrejas ortodoxas do Oriente e o protestantismo liberal – vão convergir na Babilônia eclesiástica (Ap 17) durante a Tribulação. O Dr. Dyer nos informa:

...em Apocalipse 17 João descreve a visão em duas partes. A primeira parte fala de uma mulher identificada como Babilônia. Simboliza uma cidade de extrema riqueza que controla – “povos, multidões, nações e línguas” (Ap 17.15). Ela é literalmente a cidade de Babilônia reconstruída.

Esses povos, multidões, nações e línguas vão continuar sua tarefa de enganar, mas sofrerão o juízo de Deus durante e no final da Tribulação. Encontramos o mesmo parecer sobre Babilônia e a descrição de um destino semelhante em Apocalipse 18 referindo-se à Babilônia comercial.

Quanto ao tema disse Thomas, a Babilônia de Apocalipse é literal e, por conseguinte, as profecias a seu respeito hão de se cumprir literalmente no futuro, talvez em um futuro próximo. (Thomas, Revelation 8-22. pp. 307-308)

Introdução

Muitos historiadores afirmam que a Babilônia é um dos berços das civilizações, pois é uma das sociedades mais antigas que conhecemos. Situada na região da Mesopotâmia (entre os rios Tigre e Eufrates) apresentou um grande desenvolvimento social, econômico, político e cultural. Achados arqueológicos apontam para a existência da sociedade babilônica há mais de cinco mil anos.

Reinado de Hamurabi

A grandiosidade da Babilônia apareceu durante o reinado de Hamurábi. Este rei, utilizando sua habilidade bélica, conquistou várias cidades e regiões ao redor. Governou criando leis severas. O Código de Hamurábi baseava-se na ideia do “olho por olho, dente por dente”. Ou seja, a pessoa que cometia uma irregularidade ou crime pagava com uma punição no mesmo sentido e intensidade. Este código de leis foi registrado em escrita cuneiforme e gravado em pedras de argila. A economia da região era baseada na agricultura (praticada às margens dos rios Tigre e Eufrates) e no comércio.

Durante esta época a Babilônia tornou-se uma das regiões mais prósperas do mundo antigo. A cidade era composta de habitações luxuosas e grandes templos religiosos. Estes eram administrados pelos sacerdotes, que também tinham a função de tomar conta das finanças do governo.

Reinado de Nabucodonosor

Após a morte de Hamurábi, a Babilônia perdeu força e foi invadida e conquistada por diversas tribos da região. Voltou a ganhar poder e importância somente no século VI AC, durante o reinado de Nabucodonosor. Este rei retomou as conquistas e ampliou as áreas de domínio e influência. Ordenou a construção de muralhas em volta da cidade. Dentro das muralhas foram construídos diversos templos e palácios luxuosos, decorados com pinturas e jardins. Para sua esposa, Nabucodonosor ordenou a construção dos famosos Jardins Suspensos da Babilônia (uma das sete maravilhas do mundo antigo).

Curiosidade:

- A agricultura na Babilônia era praticada graças a um complexo sistema de canais de irrigação, construídos nas margens dos rios Tigre e Eufrates. Estes canais conduziam a água para regiões mais internas da cidade. Faziam também reservatórios de águas. A agricultura baseava-se, principalmente, na produção de cereais.







“Reconstruída entre 1899 e 1917 pelo arqueólogo alemão Robert Koldewey, Babilônia fica a cerca de 65 quilômetros de Bagdá – um enorme labirinto de paredes cor manteiga que foi outrora a cidade mais poderosa da Terra…”. “Muros, oleandros, pavimentação betuminosa, portões abertos, montes de argila, torres quebradas: parte do segredo da Babilônia está nisso, no fato de que o visitante vê não uma, porém muitas cidades, sucessivas no tempo mas simultâneas no espaço. Existe a Babilônia da época acadiana, um apequena vila de cerca de 2350 a.C.. Há a Babilônia onde a epopeia de Gilgamesh, que inclui um dos primeiros relatos do dilúvio de Noé, foi recitada pela primeira vez, num dia qualquer do segundo milênio a.C.. Existe a Babilônia do rei Hamurabi, do século XVIII a.C., cujo sistema de leis foi uma das primeiras tentativas do mundo de codificar a vida de toda uma sociedade. Existe a Babilônia destruída pelos assírios em 689 a. C.. Existe a Babilônia reconstruída por Nabucodonosor, que, por volta de 586 a. C., atacou Jerusalém, saqueou o templo de Salomão e escravizou os judeus, e eles então sentaram às margens dos rios e choraram. Existe a Babilônia do filho ou neto (os genealogistas têm dúvidas) de Nabucodonosor, o rei Belsazar, que foi o primeiro homem a ver a escrita na parede, na caligrafia temível do dedo de Deus. Existe a Babilônia que Alexandre, o Grande, queria transformar na capital de um império que se estenderia do Norte da Índia ao Egito e à Grécia – a Babilônia onde o Conquistador do Mundo morreu aos 33 anos de idade, em 323 a. C., segurando um exemplar da Ilíada, num tempo em que os generais eram capazes de ler. Existe a Babilônia, a Grande, tal como esconjurada por São João – a Mãe das Rameiras e Abominações da Terra, a Babilônia que fez todas as nações beberem o vinho da ira de sua fornicação. E existe a Babilônia do meu motorista de táxi, um lugar perto da cidade de Al Hillah, onde morava sua tia”.

Fonte: A Bíblia; Fraguimentos de internet; Wikipédia; chamada.com.br/mensagens babilônia profecia.




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