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domingo, 10 de outubro de 2010

Corrupção

CORRUPÇÃO: Fator de progresso?
Violento, Avaro, Corrupto e Compulsivo Sexual, eis, em tese, a natureza do homem!
Repensando a ética, (Antenor Batista, 2005), segundo ele atualizada, o informa na capa de rosto, que viver um problema, e conhecer a verdade ou o porquê das coisas, nem sempre é confortável, porém, é o ideal quem quiser se posicionar no vasto campo do saber. Este é o espírito e objetivo da obra. Por meio de seu todo, também versa versar sobre diversas espécies de corrupção e comportamentos. Relaciona sobre tipos de efeitos progressistas, paradoxais, como crítica construtiva, segundo ele por meio de pesquisa, em que atua o ser humano, desestimulando a prática do que é ruim ou do mal e incentivando o exercício do bem, evidenciar o que há de ruim no homem ou no ser humano, com a intenção de chamar a atenção do leitor a respeito de possíveis conseqüências de uma conduta perversa, enganosa e desleal. Assim, o Autor desta obra traz a origem da corrupção:

A corrupção ou inclinação para ser corrupto ou corruptor é um dos ingredientes da natureza humana, acionada pelo egoísmo. Este, por sua vez, aciona a ambição. Ambos são muitos dinâmicos. Logo, a corrupção e seus terríveis efeitos também o são. Aliais tudo no Universo é dinâmico, nada é estático; cujo comportamento pode aumentar ou diminuir, segundo as instituições e as regras; partindo do princípio de que o Estado representa as instituições de forma globalizada. Daí a importância de o Estado ser forte. Haja vista que nos países em que o Estado é estruturado com elevado conceito ético e poder de polícia sempre vigilante, a corrupção é mínima e o espírito de cidadania desse povo é mais voltado para o bem comum e para o saber...

....A origem da violência, da avareza e da corrupção é um tema relevante, com raízes em todos os campos de estudo, particularmente no âmbito da sociologia, da antropologia e da psicologia... O ser humano possui, dentro de si:

1. O verme da violência, da avareza, da corrupção e de outros parasitas;
2. Um pouco da bondade preconizada por Jesus Cristo ou por outros humanistas;
3. Um toque de sabedoria e de intuição;
4. Uma fagulha de divindade;
5. A inteligência do instinto;
6. A perversidade;
7. Malícia;
8. O veneno da cobra ou da maldade;
9. A vaidade do pavão ou da luxúria;
10. Agressividade felina;
11. Uma pitada de inspiração dos profetas ou dos mestres;
12. Um pouco de loucura;
13. Narcisismo e perversão sexuais, em geral camuflados;
14. Coragem;
15. Estupidez;
16. Falsa moral, etc.
Qualquer desses componentes, dependendo das circunstâncias, poderá se sobrepuser aos demais, para o bem ou para o mal. Todavia, a corrupção, a violência e avareza, são fenômenos tão antigos quanto a humanidade. Ainda assim, por mais disseminada que esteja a corrupção, sempre haverá pessoas honestas, considerando que os elevados valores do ser humano podem reverter quadros do existente corrupto, para os de pessoas honestas
...”
A felicidade está naqueles que se satisfaz com o que têm” (Aristóteles).
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FONTE MATERIAL E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BATISTA, Antenor. VENDILHÕES DE DEUS E DO DIABO: Editora Juarez de Oliveira, 2003.
BATISTA, Antenor. CORRUPÇÃO 6ª ed. - Fator de Progresso? – Editora Juarez de Oliveira, 2005.
HORCAIO, Ivan. Dicionário Jurídico Referenciado 2ª edição: Primeira Impressão, 2007.
NETO, Henrique Nielsen. Filosofia Básica: Editora Atual, 1985.
NIETZSCHE, Friedrich. ALÉM DO BEM E DO MAL, 2ª edição Prelúdio a uma Filosofia do Futuro: Editora Companhia das Letras, 2002.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O Caráter

Num recente bate papo entre amigos, fui indagado do por que de um sujeito mudar tão repentinamente de suas palavras e opiniões. Referiam-se com certeza, a um sujeito que faz parte da sociedade, a qual eles também são integrantes, pressuponho.

Inicialmente, o pensamento socrático nos diz: a virtude é o conhecimento, e o vício existe em função da ignorância. Dessa forma, cada parte da alma humana exerce uma função, e estas funções delimitadas, sincronizadas e direcionadas para seus fins são a causa da ordem e da coordenação das atividades humanas. Logo, as diversas faculdades humanas estão dotadas de aptidão para virtude.

Pois bem! O modo como o indivíduo age moralmente, ou o seu comportamento moral numa dada situação, não é algo totalmente espontâneo e imprevisto, mas está inscrito como uma possibilidade no seu caráter. Isto é, seu modo de decidir e de agir não é casual, mas corresponde a uma maneira de reagir, até certo ponto constante e estável, diante das coisas e dos outros homens. Isso significa também que, embora não possamos dissociar o comportamento do indivíduo da sua condição de membro da sociedade e tampouco de certas formas genéricas ou sociais de comportamento individual, devemos atribuir-lhe formas particulares e originais e, ao mesmo tempo, relativamente estáveis, de comportar-se, às quais corresponde o seu moral. Estas formas, podemos considerar como características mutuamente ligadas entre si, que formam uma totalidade indissolúvel, constituem o caráter de uma pessoa.

O caráter não é, pois, algo constitucional ou invariável, mas algo adquirido, modificável e dinâmico. Em seus traços, destaca-se algo que é muito importante do ponto de vista moral: a relação do indivíduo com os outros. Como a moral tende a regular o comportamento dos homens e, lado outro, realiza-se sempre nos atos individuais que se referem, pelas suas consequências, aos outros, o caráter reveste uma grande importância tanto para a moralização dos indivíduos quanto para a moralização da comunidade. O indivíduo pode adquirir uma série de qualidades morais sob o influxo da educação e pela condição empírica da própria vida social. Essas qualidades morais, adquiridas pelo indivíduo, nele presente como uma disposição caracterológica que se atualiza ou se realiza numa situação concreta, tradicionalmente foram designadas com o nome de virtude!

Em suma: Considerando que o indivíduo é pessoa humana, considerada quanto às suas características particulares, físicas e psíquicas. Assim sendo, o caráter é conjunto de qualidades (boas ou más) de um indivíduo, que lhe determinam a conduta e a concepção moral resvestida por uma personalidade, sendo que esta é atributo de qualidades do ser de uma pessoa. Logo, se dissermos que determinada pessoa tem uma personalidade ajustada, por exemplo, podemos definí-la, como sendo-a dotada de temperamento - amável e bom caráter.
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FONTE MATERIAL E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ADEODATO, João Maurício. Filosofia do Direito 2ª edição, Editora Saraiva, 2002.
BITTAR, Eduardo C. B, Curso de Filosofia do Direito 2ª Edição, Editora Atlas, 2002.
BATISTA, Antenor. Vendilhões de DEUS e do DIABO, Editora Juarez de Oliveira, 2003.
BATISTA, Antenor. CORRUPÇÃO 6ª ed. - Fator de Progresso? – Editora Juarez de Oliveira, 2005.
DURKHEIM, Émile. As Regras do Método Sociológico, Editora Martins Fontes, 1999.
HORCAIO, Ivan. Dicionário Jurídico Referenciado 2ª edição: Primeira Impressão, 2007.
ILHERING, Rudolf Von. A Luta Pelo Direito 2ª edição, Lumen Juris, 1998.
NETO, Henrique Nielsen. Filosofia Básica: Editora Atual, 1985.

Matérias de caráter meramente informativo, escopo precípuo, pensamento jurídico, com ênfase em lei, doutrina e jurisprudência, sujeitas a alterações, nos termos da lei ou erro material.
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